sábado, 5 de julho de 2014

Cada mesquinharia tem o seu devido valor.


Cada palavra tem seu devido valor. Cada frasco tem um pouco de fossa por dentro, como também tem cheiro de múltiplos campos de flores frescos. No final ou no começo, os defeitos sempre vão aparecer. Tem lá suas mil maravilhas, e os mil zeros a esquerda. Não podemos considerar que o que você julga é o certo, afinal, é apenas sua opnião de acordo com os padrões do que é certo e errado, ditados pela sociedade. Ou não. Não sabemos o certo e errado. Somos macacos fazendo macaquices, apenas. Muito pessimista? Tente idealizar a pessoa que você mais ama na sua vida bem na sua frente, agora veja ela te dando um chute na perna e do céu, um piano cai em cima de você. Bom, é bem isso que o amor faz você pensar que aquela pessoa não vale nada. Mas quem deu o golpe final foi nada mais, nada menos que o destino. Não acredita? Faz uns testes aí, e sinta a lama primeiro pra não se sujar demais, tarde.

Por que quando está apaixonada pode ser considerado doente?

Veja bem, não me leve a mau. Não vou fazer a piadinha do me leve a Roma, porque seria mau gosto querer que você me levasse a lugar algum. Eu fiquei doente de verdade quando escrevia aquelas coisas com tanto valor sentimental carregado que chega dava dó de quem lia. Eram muitas palavras verdadeiras para uma mentira, ou seja, nada de acerto entre os fatores. Sabe matemática? Sabe função? Pois então, a nossa era um caso perdidamento desejadamente inexistente. Triste hein? Vamos dizer que na época eu achava. Até que conheci um dos teus botões e me perguntei se o meu amor tinha mudado de nome ou endereço. Brincar de novelo igual a gatinho feliz, as palavras brincavam comigo, sendo eu -o novelo- e as palavras -o gatinho-, um tanto rápidos demais. Chegou a um certo limite, enjoei de ser o novelo. Fiquei enjoada demais, desabei te enrolando, gatinho. Agora tinha mudado o jogo, não eram mais as palavras me enrolando, era eu, enrolando as palavras. Pra ser mais específica, sentimentos. Era eu enrolando sentimentos que eram transformados em palavras. Eu estava apaixonada. Não digo que não estou mais, nem menos, nem mediano. Mas digo que os sentimentos não me afetam mais, não como antes.

A vidente da vez, que só sabe planejar

A estação está vazia. Lotada de corpos materiais, reais, acessíveis a um só objetivo (sabe-se lá qual). Eu prevejo que esses corpos lotados de tudo procuram por um futuro ocupador de espaços, porque ao mesmo tempo que são feitos de tudo, sentem um enorme vazio. Repito: o problema é sentir. Porque os seres humanos são assim.. Às vezes lotados, às vezes vazios, chegando a um certo ponto que o copo transborda, já não aguenta mais. Pensamentos declinam a um lado que chega a pesar a cabeça. São tantos problemas a favor de uma lição que acaba acontecendo o sempre e esperado nada.

Que tal um derrame do gostinho do inferno nos seus cabelos tão angelicais?

Meu corpo é uma alma vaga. Vaga por aí a fim de encontrar uma pequena vaga em algum pulmão (o coração já deve estar esgotado de bilhetes de uma típica megacena). Espalha silêncio mas vive de palavras. Observa que os outros alimentam-se de ilusões para viver. O meu corpo é movido a sonhos, que deterioram cada fissura de esperança quando lhes é atirado uma pedra grande e fria. Praticamente. Nada que um belo balde de água fria não resolva o nosso excesso de desejos. Ações e emoções já se distanciam no primeiro momento em que você se dá conta de que o ideal nem sempre é o que aparenta. Sabe o que cairia bem nesse seu rosto de anjo? Um pouco de felicidade dilacerada por momentos inesquecíveis, porque a única coisa que consigo enxergar é morte. Querido, e doce anjo da morte. Te amei mais de uma vez, isso já não te basta como guloseimas rotinais? Alimente-se então o mais rápido possível. A paixão acabou, escafedeu-se, foi-se como uma pomba feliz ao tentar encontrar uma nuvem como morada. E eu penso com meus eus arrastados por corrente sob o pescoço de uma fera: "Ainda bem". Um simples sentimento de alívio por não ter que participar do seu círculo de fogo, estava monótono demais. Temos às vezes, querido, que mudar as vítimas, se não o estômago perde o senso de humor. Eu te derramei, enfim, o meu balde de água congeladora de perspectivas sem futuro. Me agradeça por não ter molhado seus cabelos de anjo.

Você, de novo, quero outro novo, obrigada!

Me lembro, até parece que foi ontem, que eu escrevia tanto que nem doía o fato de saber o quanto eu estava perdendo o tempo da vida. Via os ponteiros do relógio girar, mas realmente não ligava. Minha fonte inesgotável de estudos sobre um universo caótico e interdimensional, você não fazia eu faltar de escrever num papel UMA VEZ SEQUER.
Aceitei sim, meu amor, te amar. E nossa, como foi admirável -da minha parte- aceitar cair num abismo com fim. O "com fim" que eu sempre acreditei ser "sem fim". Seus venenos me mostraram o lado bom e ruim de querer algo inalcançável. Posso dizer que a vida é cheia de ironias, e não servem apenas de "trocadilhos" e sim uns bons bocadilhos que iremos entender na frente. Demora, mas o resto está de bom gasto. Esperar? É claro que aguentamos. O problema é o sentir. Ah! Esse sim é um problema.

Chega de matar árvores pra escrever

Aqui estou eu, numa primeira postagem, nada excêntrica, nem autodestrutiva como costuma ser. Vim aqui para gastar folhas invisíveis, mais liberdade de expressão para as árvores que de culpa sem endereço já estão cheias de pagarem o pato. Não vou abusar de expressões naturais para -tentar- contornar em palavras meus pensamentos abismais. Minha primeira homenagem em uma rede social, minha primeira postagem,tenho algo realmente gratificante: As árvores agradecem. Posso não ser uma árvore de carteirinha, mas uma qualquer, com um sentimento nada qualquer, um brinde às árvores e a mais nova membra do grupo ambientalista: Não Sou Mais Um Assassino De Árvores