domingo, 13 de dezembro de 2015

Darlin can you tie my string?




I got two armfuls of magazines for you
I'll bring em over
so hang your holiday rainbow lights in the garden
hang your holiday rainbow lights in the garden and I'll
I'll bring a nice icy drink to you

Let me come over I can waste your time I'm bored
Invite me to the war every night of the summer
and we'll play G.I. blood, G.I. blood
we'll stand by the pool
we'll through out our golden arms

Darlin can you tie my string
killers are callin on me
my angel face is fallin
feathers are fallin on my feet
Darlin can you tie my string
killers are callin on me

Ondas de um rio nada qualquer

Alma despretensiosa,
tua solidão é refletida
no esplendor das tuas palavras embutidas
és esse rio de margens não temporárias

olha pro lado passarinho
olha pro mundo e não planta teu ninho
em qualquer lugarzinho
se tens o desejo de voar
de saborear tua liberdade
bebe a tua felicidade e deixa a saudade vir visitar
de vez em quando, sempre é bom se lembrar

teu corpo é um rio
onde córregos dançam
ao escutar um recital
de aventuras encantadas
de amores que circundam
uma vida de poesias alegóricas
que espantam pesadelos
teu ser se costura em cada linha
da tua prosa
da tua cantiga
da tua leveza de ser
como uma leve maresia

Confissões de uma míope

Nesses dias tenho me dado conta da minha constante prática de não apreciar os detalhes. A simplicidade me encanta, mas a cegueira, às vezes, festeja nas minhas lentes arranhadas. E lá estava ela fazendo isto ultimamente, pra ser exata, novamente. O foco às vezes não mostra a nitidez que você queria, mas talvez não fosse mesmo o que precisava. Afinal, a vida é sempre a última a dar a palavra, a moral, a bofetada. Mania que tenho de andar pelos cantos em linha reta, mas me sinto perdida na tortura dos meus eus. São tortos, gostam de deslizar, gostam de não ter direção. São estes pensamentos que fazem o que sou no momento, ou só por enquanto que a chuva não passou? Ficamos presos a momentos, somos reféns do tempo. Apreciar cada sombra, cada desfoco, cada enfoco, cada detalhe. O borrado não beija os meus olhos, nem as minha lentes ofuscadas. Beija a mente de qualquer um que insiste em se prender a momentos. Às vezes eu me perco: na noção de espaço, lugar, tempo. A linha de pensamento se torna defeituosa, como se eu me esquecesse por um momento de abrir a corrente, de me permitir, de voar. Apreciar essa prisão escassa, como se fosse direcionar meus ouvidos, meus olhos e meu corpo. Mas afinal, minhas lentes são grossas e apesar de arranhadas, ainda consigo enxergar os pequenos prazeres da vida. São vários míopes sem óculos. São vários óculos sem foco.

domingo, 12 de abril de 2015

Não vá embora! Antes, feche a porta

Exulto suspiros que não saem pela boca. Meu estômago torna-se uma mansão. Foste meu amor, foste como uma pétala que se despe(de) da flor, silenciosamente. A flor que não será mais uma flor sem aquela pétala. Será algo melhor. Me acabei em prazeres detalhistas e nunca mais te colocarei em um olimpo imaginário. Você no topo, eu lá embaixo. Admirando o seu ser, num sono profundo como se o mundo não estivesse ali, mas você estava para todo o mundo. Era pra ser tudo tão natural e inatingível. Me pendurei na finura do fio que levava à ti. Me pegou um fino, caí. Como Alice cai no buraco sem sentir, eu caí no rio, e quase morri. I Need a place to take a breath, take me off myself, and put it back again, to find something, something enough.  No rio dos meus pensamentos, criaturas das profundezas vivem por lá. Ainda estou no raso, mas por que sou a mais funda de todas? Meu copo veio deformado. Sou um copo sem fundo, profundo, um buraco sem fim. Desapeguei da tua corda. Me enrolei num propósito amigável. Num destino talvez desatino, porém, atraente. Se deixar levar pelo desafiável. O quão sem graça seria a vida, sem alguns erros para concertar, sem alguns desafios para se apaixonar? 



                            
She's looking through the wrong end
She's looking through the wrong end
She's looking through the wrong end of her telescope
Turn it around, turn it around
She closed the door with the intention of not looking back
But missed her step because she didn't have a steady track
She can't be bothered by the mistakes she's made
But she's forgetting that's what guides you to the rightful path

quarta-feira, 18 de março de 2015

A rotina cansa, tanto que nem ela própria deve ter auto estima. Correr atrás de objetivos pequenos, na verdade enormes, com uma valiosidade só sua, apenas do seu conhecimento -existindo o fato de que ninguém as entende como você- é difícil, sim. As constantes dúvidas se o presente está valendo ou ao menos valerá á pena. Passar a semana repetindo termos que você nunca sonhou em concordar, mas aceitou a mudança interna, porque afinal, você está "crescendo". Num ritmo exageradamente lento e rápido, ainda não sei como isso é possível. O tempo cronológico coerente, até alguns anos atrás, já não fazem mais sentido, porque as dúvidas ficam martelando sua cabeça tratada como um prego, numa parede desconcreta. Tem dias que as contradições fazem a festa na sua cabeça. Dias que o botão da bomba relógio estão colados nos seus olhos. Tem dias que nada disso importa, outros que o nada vira tudo. É um ciclo engraçado até. Nos momentos mais dispersos, uma olhadinha na simplicidade das coisas aqui e acolá, algumas pessoas tornam a te reconfortar - mesmo com a realidade derramada em palavras- e aquilo remenda em você algumas pétalas de esperanças que tinham sido arrancadas. Por mais que a rima pareça forçada, acredite em mim, não foi. A vida tende a tagarelar alguns versinhos lirícos, mas os satíricos são a prole. Alguns seres, pequenos, humanos, frágeis, botões literais do universo, fazem o dia valer mais que qualquer pensamento pessimista, ou não, sobre os planos futuros do além. São extras que a vida dá. Pelo menos uma vez, ela não cobra nada Você de repente só tem um vácuo dos tais pensamentos ideais, que naquele momento são impercebíveis. Mas na hora certa o ato de duvidar se esvai.

sábado, 7 de março de 2015

My favorite place

Essa é pra você, dear
Que ama o som das folhas secas de outono
Dando voltas ao redor da sua bicicleta
Em cima, põe seu corpo em pé para festejar
Mas o vejo voar
Enquanto escuto sons de sacos plásticos ao redor da minha cabeça
Chacoalhando
Talvez a indecisão tenha a verdade
Talvez a luxúria de desgastar as solas dos meus olhos com segundos do teu andar
Sirvam como luvas nas minhas córneas desleixadas
Escutar os teus risos e uma coleção fazer
De todos os tipos, eu me viro
Dar-te-ei um coração gelado, vamos juntos aquecer
Porque és meu lugar favorito
Onde almas de poetas são descobertas
És meu ninho de mágoas
Meu lar de clareza
Meu poço de dúvidas que só formam a certeza
Darling, o meu amor não se esvaia num crepúsculo qualquer
E a cada toque do sino, ele bailará como sua doce voz
embaralhando-se por entre meus ouvidos
Mas quem disse que anjos não falam, tem razão
Eles cantam a razão
Alguns andam de bicicleta, e sentem o ar no rosto
E apreciam o sentir dos detalhes


E de olhos pretos, e cabelos castanhos meio encaracolados, se despedem para voar, mas seus olhos gritam que vão voltar
Estou a te esperar