quarta-feira, 18 de março de 2015

A rotina cansa, tanto que nem ela própria deve ter auto estima. Correr atrás de objetivos pequenos, na verdade enormes, com uma valiosidade só sua, apenas do seu conhecimento -existindo o fato de que ninguém as entende como você- é difícil, sim. As constantes dúvidas se o presente está valendo ou ao menos valerá á pena. Passar a semana repetindo termos que você nunca sonhou em concordar, mas aceitou a mudança interna, porque afinal, você está "crescendo". Num ritmo exageradamente lento e rápido, ainda não sei como isso é possível. O tempo cronológico coerente, até alguns anos atrás, já não fazem mais sentido, porque as dúvidas ficam martelando sua cabeça tratada como um prego, numa parede desconcreta. Tem dias que as contradições fazem a festa na sua cabeça. Dias que o botão da bomba relógio estão colados nos seus olhos. Tem dias que nada disso importa, outros que o nada vira tudo. É um ciclo engraçado até. Nos momentos mais dispersos, uma olhadinha na simplicidade das coisas aqui e acolá, algumas pessoas tornam a te reconfortar - mesmo com a realidade derramada em palavras- e aquilo remenda em você algumas pétalas de esperanças que tinham sido arrancadas. Por mais que a rima pareça forçada, acredite em mim, não foi. A vida tende a tagarelar alguns versinhos lirícos, mas os satíricos são a prole. Alguns seres, pequenos, humanos, frágeis, botões literais do universo, fazem o dia valer mais que qualquer pensamento pessimista, ou não, sobre os planos futuros do além. São extras que a vida dá. Pelo menos uma vez, ela não cobra nada Você de repente só tem um vácuo dos tais pensamentos ideais, que naquele momento são impercebíveis. Mas na hora certa o ato de duvidar se esvai.

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