domingo, 12 de abril de 2015

Não vá embora! Antes, feche a porta

Exulto suspiros que não saem pela boca. Meu estômago torna-se uma mansão. Foste meu amor, foste como uma pétala que se despe(de) da flor, silenciosamente. A flor que não será mais uma flor sem aquela pétala. Será algo melhor. Me acabei em prazeres detalhistas e nunca mais te colocarei em um olimpo imaginário. Você no topo, eu lá embaixo. Admirando o seu ser, num sono profundo como se o mundo não estivesse ali, mas você estava para todo o mundo. Era pra ser tudo tão natural e inatingível. Me pendurei na finura do fio que levava à ti. Me pegou um fino, caí. Como Alice cai no buraco sem sentir, eu caí no rio, e quase morri. I Need a place to take a breath, take me off myself, and put it back again, to find something, something enough.  No rio dos meus pensamentos, criaturas das profundezas vivem por lá. Ainda estou no raso, mas por que sou a mais funda de todas? Meu copo veio deformado. Sou um copo sem fundo, profundo, um buraco sem fim. Desapeguei da tua corda. Me enrolei num propósito amigável. Num destino talvez desatino, porém, atraente. Se deixar levar pelo desafiável. O quão sem graça seria a vida, sem alguns erros para concertar, sem alguns desafios para se apaixonar? 



                            
She's looking through the wrong end
She's looking through the wrong end
She's looking through the wrong end of her telescope
Turn it around, turn it around
She closed the door with the intention of not looking back
But missed her step because she didn't have a steady track
She can't be bothered by the mistakes she's made
But she's forgetting that's what guides you to the rightful path

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