domingo, 13 de dezembro de 2015

Ondas de um rio nada qualquer

Alma despretensiosa,
tua solidão é refletida
no esplendor das tuas palavras embutidas
és esse rio de margens não temporárias

olha pro lado passarinho
olha pro mundo e não planta teu ninho
em qualquer lugarzinho
se tens o desejo de voar
de saborear tua liberdade
bebe a tua felicidade e deixa a saudade vir visitar
de vez em quando, sempre é bom se lembrar

teu corpo é um rio
onde córregos dançam
ao escutar um recital
de aventuras encantadas
de amores que circundam
uma vida de poesias alegóricas
que espantam pesadelos
teu ser se costura em cada linha
da tua prosa
da tua cantiga
da tua leveza de ser
como uma leve maresia

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