segunda-feira, 11 de abril de 2016

10:19

 10:19
o relógio quebrado
ponteiros parados
seu fundo cor de café
sua moldura de madeira exportada
parado, me encarava
seus olhos ardendo de branco
serenos
vermelho eram teus lábios
difícil dizer
teu beijo tão delicado
tornou-se espinho no meu jardim
e o relógio me encarava
seus pequenos traçinhos pretos
cor de marfim
eram pontos perdidos do meu tempo aqui
do teu tempo aqui
do teu tempo em mim
teus olhos
o relógio, que agonia viver assim
és o espelho que me reflete, ou a sombra que me persegue?
me acolhe
e me salva da escuridão do mundo
10:19
ainda
enfim.

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